OUVIDORIA POPULAR

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Defesa de PM que matou estudante quer laudo para checar falha em arma

A defesa do policial militar preso por suspeita de matar um adolescente durante abordagem no fim de semana, na Zona Norte de São Paulo, declarou nesta quarta-feira (30) que, além de ter pedido a liberdade de seu cliente à Justiça, irá solicitar uma perícia específica na arma dele para saber se ela apresentava problemas e disparou sozinha. O advogado alega que 98 mil armas da Polícia Militar paulista foram recolhidas entre abril a setembro deste ano para recall porque poderiam disparar acidentalmente.

“Vou pedir que a arma seja periciada nesse sentido: do ponto de vista técnico da fabricação. Como o caso do disparo acidental nessas armas é de conhecimento público, coloquei na minha defesa que, em benefício da dúvida, essa arma também pode ter disparado sozinha”, disse o defensor Fernando Capano ao G1. “Com certeza uma perícia particular será feita nela para responder a essa suspeita.”
 
De acordo com a defesa, o soldado Luciano Pinheiro Bispo, de 31 anos, alega que o tiro que atingiu o estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, na tarde do último domingo (27), foi acidental: a porta do veículo da Polícia Militar bateu na pistola.40 que ele segurava e, em seguida, ocorreu o disparo.
“Ainda não conversei com meu cliente se ele percebeu alguma falha na arma, mas irei tratar do assunto com ele”, disse Capano, que também é advogado da Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, entidade da qual o soldado preso é associado.

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